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Mostrando postagens de Outubro, 2013

sem julgamentos

Num grupo de fofoquinhas que participo online, foi postada uma história da família real britânica ter congelado o bolo de casamento para servir no batizado do nenê real. A perspectiva de comer um bolo congelado há mais de 2 anos em um freezer de ouro me enojou. Manifestei minhas ressalvas e galerê caiu em cima de mim com pedras, porque é tradição, porque dá sorte, porque blé-blé-blé.
Me dei conta que não é todo mundo que entende o conceito de não julgar. Veja bem, não fui convidada para o batizado. Se convidada tivesse sido, educadamente recusaria. Ou comeria, porque né...
Alguém consegue dizer não pra essa carinha de "VEM GENTE, TEM BOLO".
Enfim, o fato é que o congelamento do bolo de um casamento à léguas de distância da minha pessoa não influencia em nada na minha vida. Eu não poderia me importar menos. Catherine, aquela sortuda, não se importa.
Percebi que a maioria das meninas que caíram em cima de mim tinham feito o mesmo. Era como se elas precisassem da minha opinião sobre o que elas fizeram ou não para afirmar a conduta delas. Como se elas se importassem com o que eu penso delas e do bolo do casamento delas. Uma delas até me explicou como se congela o bolo e como ele fica melhor ainda com o tempo. Mulheres adultas querendo que eu valorizasse a ação delas. Surpresa, penso nada sobre seu bolo não.
Desisti de me importar com o que pensam de mim há tempo. Desisti de me enquadrar em algum padrão comportamental que me forneceram. Aceitei, na medida do possível, quem eu sou, minhas qualidades e meus defeitos. Assumo todos eles.
Acredito que, assim que você aceita quem você é, você percebe que a vida é muito curta pra não ser você. E se você não for você, quem você vai ser? E se você se importar com o que pensam de você, como você vai ser... Você? Esse parágrafo fez sentido na minha cabeça, juro.
E aí que, se eu pintar meu cabelo de verde, se eu decidir que o que eu realmente quero da vida é ser encantadora de cobras, se eu tatuar o diabo na minha testa, o que você tem a ver com isso? Você quer ser eu, por acaso? Espero que não. Você pode achar nojento, feio, estranho, errado, que não é de Deus, mas isso não vai passar de um achismo seu.
Achismo: tendência em avaliar as situações segundo as próprias opiniões ou intenções, muitas vezes sem justificação.
É, de achismos o mundo tá cheio. Pessoalmente, acho bizarro bolo congelado, sertanejo universitário, Pitty, unhas neon, novela e não gostar de café. Mas se você gosta dessas coisas, minha percepção sobre você não vai mudar em absolutamente nada. Porque você não é eu.
O que eu acho de você, o que você faz e do que você gosta é só isso. Minha opinião. Não pense que quero que você engula ela, até porque eu não vou engolir a sua. Não pense que eu estou certa, provavelmente não estou. Não julgo em nada o que você está dizendo. Só acho que você está errado. E quem sou eu pra achar alguma coisa de você?
Ah, claro, se você ultrapassar o limite do respeito e estiver sendo racista, homofóbico, machista e afins...
Estaremos de olho.
Então faço aqui esse manifesto. Parem de tentar ser alguém que vocês não são e de se importar com o que as outras pessoas acham sobre quem você é. Seja você, mesmo que seja estranho, seja você, mesmo que seja bizarro bizarro bizarro. Parem de congelar bolo de casamento. Hehe, brinks.
Segue ilustrações bonitinhos que encontrei sobre o tema:

Pinterest e a dificuldade em encontrar as fontes das imagens :(

maquiagens

Esse post está aqui nos rascunhos do blog faz um tempão e nunca me animo de postar porque ZzZzZ... Como sei que tem várias leitoras por aqui que gostam desse tipo de assunto, achei que seria legal.
Essas são todas as maquiagens que tenho :)
Sombras
1 - Quartetos de Sombras Revlon Colorstay - cores Sunrise, Sunset e Sterling Rose. Essas são minhas sombras preferidas da vida. Minha mãe e minha irmã tem outras versões desses quartetos e estamos sempre trocando. Elas duram muito tempo - supostamente 12 horas - e tem uma pigmentação ótima.
2 - Delineadores Essence Preto e Inglot Berinjela (cor 75). Delineadores em gel são de Deus e só uso eles.
3 - Sombras cremosas Maybelline Collor Tattoo Tough as Taupe e Dream Mousse Suede Sensation. Ultimamente tenho usado MUITO essas sombras. Sempre usei sombra por cima de lápis para dar mais cor e durabilidade para sombras ralinhas - funciona muito! - o resultado é que a cor do lápis (preto) geralmente sobressaia à cor da sombra. Com essas sombras o efeito é o mesmo mas a cor da sombra fica muito mais visível. Fiz até um swatche:
Sombras cremosas em ação
Dá pra ver como a sombra cremosa mantém muito mais a cor original da sombra em pó, né? Só fui nada genial e não fiz um swatche da sombra cremosa sozinha. Quase nunca uso, na verdade, mas enfim. Um salve pras blogueiras de beleza, porque olha, muito difícil fotografar maquiagem na cor natural. Acho que essa foto está bem próxima. Aqui detalhe das sombras cremosas:
Sombras cremosas
Adorei :)
4 - Trio de Sombras Love & Beauty. Eu amo o preto desse trio. É ultra pigmentado e dura muito. Custou tipo 1 dólar na Forever 21, aquela linda.
5 - Sombra unitária Revlon Matte cor 002. Uso essa sombra para esfumar e clarear sombras que ficaram muito marcadas. É perfeita pra isso - o tom é quase exato o da minha pele :)
6 e 7 - Maybelline ExpertWear Eyeshadow cores Chevron Spice e Night Sky: uso a marrom quase todos os dias porque é um tom bem neutro, bom para dar uma marcada no olhar sem ficar exagerado. A cinza é linda, bem escura, muito boa para dar uma escurecida na maquiagem sem ficar muuuito rock'n'roll :)
Maquiagens
Tenho 3 rímeis (jamais falarei máscara, jamais!): Maybelline The Falsies e Define-a-Lash, Lancôme Hypnôse. Gosto dos três, mas prefiro o Define-a-Lash para o dia-a-dia: não é tão exagerado. Lápis preto é o que eu mais uso na vida, mas não tenho preferência por nenhum. Nunca uso sozinho - me agonia porque sempre borra. Sempre passo uma sombra em pó por cima e isso faz com que a fixação melhore em 200%. Tenho só um lápis marrom que achei o tom bonito (Maybelline). Geralmente os marrons são meio avermelhados e gosto mais de marrom castanho (sim, vocês leram isso.).
Produtos para a pele
1 - corretivos: Rimmel London Wake Me Up e Physicians Formula Wanderful Wand. Uso dois, o primeiro para cobrir manchas e o segundo para iluminar as olheiras. Gosto muito do Wake Me Up e ele é recomendado por muitos maquiadores profissionais (um beijo Lisa Eldridge).
2 - blushes: Blush Líquido O Boticário Intense e MAC Warm Soul. Amo o blush da Boticário para o dia-a-dia, acho a pigmentação ótima (tem que até cuidar para não ficar manchado) e a duração também. O da MAC é o blush mais lindo que já experimentei, o único problema dele é que tem uns brilhinhos então só uso de noite.
3 - bronzeador: Wet n Wild Coloricon. quando estou MUITO pilhada para me maquiar me presto a fazer o contorno do rosto. Comprei esse porque não tem brilhinhos (já deu pra notar que não sou muito dos brilhinhos). Adoro o nome da cor: Ticket to Brazil, he-he.
4 - primer: Avon Magix. Até agora não encontrei nenhum tão bom quanto e não quero deixar um rim nas lojas gringas. Uso só de vez em quando também - geralmente fico só no corretivo, blush e rímel.
5 - bases: Elizabeth Arden Ceramid Lift and Firm, Lancôme Teint Miracle e Dream Matte Mousse. Tá aí meu único investimento caríssimo de make: essa base da Lancôme. Amo muito ela porque deixa a pele natural e luminosa. Mas depois que adquiri essa base da Elizabeth Arden - que é tão cara quanto a da Lancôme, só que eu achei ela numa promoção louca por 5 dólares oh yeah - fiquei em dúvida com qual é minha preferida. Percebo que a da Lancôme pode ser usada no dia-a-dia (mas não uso por motivos de ~economia~) e a da Elizabeth Arden é mais útil para a noite porque é um pouco mais grossa. Amo igual. A Dream Matte Mousse eu não sou muito fã, ela é boa mas transfere muito. Estou tentando terminar ela, é a única coisa "a mais" na minha meta de ter só dois produtos de cada para pele (já tive mais gente, pasmem).
6 - pós: Clinique Blended e Physicians Formula Highlighter. o da Clinique é daqueles soltos, eu gosto bastante. Parece que ele se assenta a maquiagem, ao invés de ficar pairando por cima dela (quem já usou pó ruim sabe do que eu estou falando). O da Physicians Formula já foi meu preferido (apesar do nome iluminador, uso como pó facial mesmo), mas sei lá acho que eles mudaram a fórmula e quando comprei de novo me arrependi. Uso no dia-a-dia por motivos de ~economia do Clinique~.
Vou deixar os batons pra outro dia :)

golden lady

Lua querida, não faço idéia de como te fotografar, mas obrigada por estar tão linda ontem.
 
Esse foi o máximo que eu e o namorado conseguimos ~ na verdade só ele ~ , mas juro que estava muuuuito especial :)

esse cara que eu odeio

Esse post faz parte do 30 Days Writing Challenge do blog Spleen Juice e corresponde ao Dia 17: descreva um lugar ou alguém que não goste.

Tem esse cara que eu odeio.
Fui obrigada a conviver com ele em um determinado período da minha vida e não fui com a cara do cidadão desde sempre. Trabalhei num setor da justiça meio punk onde lidávamos com crimes de estupro diariamente. Tive que ensiná-lo o meu trabalho, que era basicamente relatar processos, o que incluía detalhar o depoimento das vítimas. O sujeito teve a cara de pau de me perguntar o porquê de não ser praxe as vítimas serem questionadas sobre qual a roupa que estavam vestindo no momento do crime. Pra ele, importava. Passei a odiá-lo ali mesmo.
Em uma confraternização dos colegas, fui obrigada a me sentar do lado dele no cantinho dos estagiários. Pior noite da minha vida. Se vocês me conhecessem pessoalmente, saberiam que eu não me exalto sem necessidade. Botei a boca nele umas dez vezes, de discutir mesmo, que nem irmão só que sem o amor.
Seguindo as normas de boa convivência no escritório, aceitei o pedido de amizade dele no Facebook. Desde então ele está ali. Com o tempo percebi que tinha um prazerzinho mórbido em odiar ele. Nunca conseguia apertar o botão de desativar ele da minha timeline.
Ensaio uma resposta imensa para cada estupidez que ele vomita no mural dele. A maioria acabo desistindo, porque sei que não vale a pena. Mas às vezes eu não me aguento. Me sinto uma idiota por querer discutir com um ser tão detestável. Às vezes vem uma alma caridosa desconhecida ~ felizmente não temos nenhum amigo em comum ~ e toma as minhas dores. Às vezes vem um outro ser detestável e toma as dores dele. Ele brinca de volta e tenta apaziguar. Ele é o tipo de pessoa que fica sempre tentando apaziguar, vocês não odeiam esse tipo de pessoa? Que fala uma coisa e quando alguém questiona meio que volta atrás, meio que muda de assunto, nunca assume nada ou enfrenta alguém?
Já me peguei contando pra pessoas aleatórias "Bah, tem esse cara que eu odeio, vocês não vão acreditar o que ele falou..." e as pessoas ficam meio "Que nojentão, whatever, vamos mudar de assunto" e eu fico insistindo: "Mas gente, ele é a pior pessoa do mundo!!! Vamos ficar aqui ruminando o ódio que sinto por ele um pouquinho, por favor?" e ninguém me dá bola.
Recentemente ele fez uma comparação entre mulheres e animais. Assim, suave, uma piadinha sobre mulheres entrarem no cio. Também já falou sobre o prazer que é quando uma moça cai sem querer no seu colo no ônibus, que elas não deviam pedir desculpas porque é ele que tem que agradecer. Chama mulheres de ninfetas. Foi na Marcha das Vadias para ver peitinhos.
Ainda que eu seja feminista e você não, concordamos que esse indivíduo é odioso? Mesmo não sabendo quem ele é, por favor, odeiem ele comigo?
Aí estou aqui escrevendo um texto nada pequeno sobre o ódio que sinto por ele. Apenas quero registrar em algum lugar esse sentimento porque...
Sim, depois de mais um vômito em que ele conseguiu ofender todas as mulheres do mundo, finalmente fiz o que eu deveria ter feito desde o início e deletei o cidadão. Nunca mais vou ter que ver aquela cara feia. Nossa convivência se resumiu à dividir um cubículo no escritório durante um breve período e depois eu odiando ele em silêncio via redes sociais durante um período longo demais. E agora não preciso mais fazer isso. ESTOU LIVRE! AW YEAH!
Sujeito abominável, sentirei saudades de te odiar :)

demi lovato solucionando grandes problemas existenciais

Hino para você que está aí na atividade esperançoso tentando terminar o seu TCC:
Você abre aquele arquivo do Word intitulado "TCC VERSÃO 182" e diz:
Você tem que me fazer sentir como se
Não tivesse restado mais nada de mim?
Você pode tomar tudo o que tenho
Você pode quebrar tudo o que sou
Como se eu fosse feita de vidro
Como se eu fosse feita de papel
Vá em frente e tente me puxar para baixo
Eu vou me levantar do chão
Como um arranha-céus

Canção para você que está aí de ressaca saboreando um copo gigante de coca-cola zero com gelo sabendo que nada nesse mundo pode ser melhor do que o próximo gole:
Na frente daquele chato do aspartame, você abre a sua abençoada latinha, olha pra ela e diz:
Quero que o mundo todo saiba
Quero muito você
E não vou aceitar que seja de outra maneira
Não importa o que as pessoas digam
Sei que nunca vamos romper
Porque o nosso amor foi feito
Feito nos EUA
Nunca deixarei o mundo tirar o melhor de você
Toda noite, quando estamos longe um do outro
Ainda estou perto de você
Porque é assim que gosto de fazer
É assim que eu gosto

Ode ao bacon, para você que, apesar de se esforçar, simplesmente não consegue tirar ele da sua vida:
Você acende o fogão com aquela frigideira de estimação, já com aquela gloriosa culpa antecipada por se entupir de gordura, enquanto canta:
Eu suspiro para respirar
É tão bom, mas você sabe que dói
Então estou levantando minhas defesas
Porque eu não quero me apaixonar
Se eu fizesse isso
Eu acho que teria um ataque cardíaco

Poema para você que está aí faz mais de um mês correndo todos os dias, se pesou ontem, engordou 2 quilos e está pensando em desistir:
Seu tênis de corrida recita:
No dia em que o conheci
Você me disse que nunca se apaixonaria
Agora que entendo você
Sei que medo é o quê você realmente sentia
Agora estamos aqui, tão perto
Contudo tão longe, não fui aprovada no teste?
Quando você perceberá
Baby, que eu não sou como as outras?
O mundo pode ser nosso se quisermos
Podemos dominá-lo, basta você segurar a minha mão
Não há volta, agora
Baby, tente entender

Demi, eu sempre te amarei, mas seguirei me dando desculpas aleatórias para ouvir suas músicas por não querer admitir que, bem... eu gosto delas :)

filme: loucamente apaixonados

Estava lá de bobeira procurando algum filme interessante no Net Now. Estava afim de assistir uma bobagem, uma comédia romântica qualquer. E aí encontrei esse. Vi que foi premiado no Sundance Festival. Sou tão desligada de cinema que nem sabia o que raios era o Sundance Festival. Mas pensei, 'ué, se ganhou um prêmio deve ser bom'. Vim a descobrir agora que o Sundance Festival se trata de uma espécie de oscar para filmes alternativos. Apns informando os desavisados como eu.
Gostaria aproveitar esse momento para declarar meu amor pelo Now e pelo sistema da Net onde você pode gravar, pausar, retroceder e pular comerciais. Net, seu atendimento é uma bosta, mas eu ainda te amo.
Sinopse: Anna é uma estudante britânica nos Estados Unidos e se apaixona por Jacob. Os dois passam a ter uma relação bastante intensa, até que o visto de Anna expira. Ela decide ficar nos Estados Unidos apesar do visto vencido. Por problemas burocráticos Anna é impedida de voltar aos país, enquanto Jacob fica impossibilitado de ir à Grã Bretanha devido ao seu trabalho. A distância abala a relação e Anna e Jacob tentam, entre idas e vindas, ajeitar as suas vidas.
Começo dizendo que eu sou romântica. Sabe essa baboseira toda de amar, querer ficar junto para sempre, trocar confidências e mandar recadinhos o dia todo? Vivo pra isso.
Loucamente Apaixonados é um filme romântico, igualzinho a eu. Entendi tão bem os personagens e o relacionamento deles. Me vi em momentos que eles passaram juntos. Lembrei de todos os relacionamentos que já tive. Pensei no relacionamento que tenho hoje e fiquei grata por ter um guri tão querido do meu lado.
No filme, você acompanha todo o romance do casal. Como eles se conhecem, o primeiro encontro, o primeiro beijo, o primeiro "eu te amo", a primeira briga, despedidas, reencontros. De alguma maneira o filme consegue mostrar o que atraiu um ao outro. As coisas que eles tinham em comum e a química entre eles. Você acompanha o amor surgindo entre eles.
Mas Loucamente Apaixonados não é um filme feliz. No melhor momento do relacionamento deles, eles são forçados a se separar. Ela é britânica e vai visitar a família. Na volta, não consegue entrar nos EUA e é deportada. O filme se inverte. Passa de amor para dor. Você sente a dor deles. Você entende a saudade que eles sentem um pelo outro e as decisões precipitadas que eles tomam.
O filme é real, palpável. Ela não perde a memória recente e tem que ser reconquistada diariamente. Ele não encontra um controle mágico que o faz repensar a sua vida inteira. Ela não é uma princesa fugida em Roma. Ele não morre e desiste de ir pro céu pra ficar ao lado dela. Podia acontecer comigo ou com você. Um enredo real e sincero (o que de fato procede por algumas resenhas que eu li - o roteirista se baseou numa história que aconteceu com ele).
Não sei pra vocês, mas pra mim é difícil um filme que te faz rir, chorar, se identificar com os personagens e relembrar bons e péssimos momentos da sua própria vida.
E o que era pra ser uma bobagem qualquer me surpreendeu muito. Achei que valia a indicação.
Ah, e tem a Jennifer Lawrence também, aquela linda que caiu no Oscar e se recuperou tão lindamente que desde então mora no meu coração.

triste

observação: relendo esse post percebi que ele pode trazer memórias ruins. não recomendo a leitura dele especialmente para os que perderam algum ente querido e ainda sentem dor.

hoje tive a infelicidade de ir num velório. fui para dar apoio a dois amigos que perderam a mãe.
eu sou incapaz de confortar alguém. nunca sei o que dizer, choro e sorrio nas horas erradas. tenho vontade de sair correndo quando alguém sente dor ao meu lado.
em situações menos drásticas, escapo via humor. funciona porque sou um ser naturalmente engraçado. mesmo quando a pessoa está muito triste eu acabo fazendo ela rir. acredito que uma boa risada cura qualquer coração partido. além disso, faço chá. uma coisa meio sheldon cooper, mas foi ele que roubou a idéia de mim, porque venho fazendo isso muito antes de the big bang theory.
mas também não sou tão sem noção a ponto de desconfortar todo mundo num velório falando bobagens. como lidar? como vocês lidam?
eu acho que antes estar ali do que não estar, ainda que você não saiba como proceder. eu me sinto desconfortável achando todo momento que eu não deveria estar ali, que aquela dor não me pertencia, que eu devia mesmo era sair correndo. mas não conseguia. era ali que eu queria estar.
podia ser pior. eu podia estar com uma camiseta com uma stripper na estampa, como um outro amigo meu. eu podia ser o padre, que fez um discurso cretino sobre jesus ressuscitando lázaro. eu podia ser o cerimonialista, que aproveitou pra fazer marketing do cemitério. eu podia ser a tiazinha que atendeu o celular no meio da cerimônia. eu podia ser uma das pessoas que não colocaram o celular no silencioso.
só que no fundo, nada disso importa. no fundo, eu podia ser um deles. e o que eu ia querer era meus amigos ali do meu lado.
vi a tia uma vez na minha vida e trocamos no máximo duas palavras. não sabia nada sobre ela. a única coisa que eu conheço sobre ela são seus filhos. aquele tipo de pessoa que não tem como não gostar. dois guris bons, simples assim. e de tão bons, sei que ela também era boa.
percebi que eu não estava ali por eles, estava ali por ela. porque se não fosse ela, eu não teria eles. chorei por ela. chorei por eles. chorei pela família deles. chorei porque câncer, esse filho da puta. chorei por todo mundo da minha família que já se foi.
rezei por ela. logo eu, que sou zero religiosa. penso que não custa, vai que.
eu não consigo nem imaginar a vida sem a minha mãe. lamento muito se alguém aqui já perdeu a sua. eu não pretendo perder a minha. tipo, nunca. a minha está viajando e eu não pude dar um abraço nela quando cheguei. dei um abraço num xuxinho muito ansioso por ter ficado o dia inteiro sozinho. não adiantou. quase desci pra ver se arrancava um abraço do porteiro rabugento. e aí vim escrever aqui. e por esse post triste peço desculpas pra vocês, mas foi a única coisa que deu pra fazer pra colocar isso pra fora. se possível, abracem a mãe de vocês por mim.
que meus amigos superem essa dor e mantenham lembranças boas da mãe deles.
que a tia fique em paz.

meu quarto

Sempre que posto uma foto onde aparece um pedaço do meu quarto aqui recebo alguns comentários de que ele deve ser lindo :) obrigada, amo vocês! Na verdade, já fiz dois posts sobre ele no ano passado (aqui e aqui). De lá pra cá, muita coisa mudou. Tá, não muita coisa, mas alguma coisa :)
A escrivaninha se aposentou e o sofá foi contratado para substituí-la. A disposição dos quadros continua basicamente a mesma, mas alguns mudaram de lugar e surgiram novos, uma das mesas de cabeceira foi pintada de amarelo, o cabideiro mudou de lugar e, bem... só :)
A atual parte preferida do meu quarto é essa parede. Gosto muito dela! A cor também sempre recebe muitos elogios. Eu adoro ela, mas só recomendo para os fortes. Hahaha. A cor é muito atômica e as chances de enjoar são altíssimas. Eu vivo numa relação de amor e ódio com ela. Atualmente estou amando. Infelizmente faz muito tempo que foi pintada e não tenho a referência.
Namorado me ajudou a pregar novos quadros e relocar velhos e esse foi o resultado. A parede ficou poluída, mas acho que está harmoniosa, de um jeito estranho :)
A almofada de tricô foi minha mãezinha que fez pra mim. Esse lençol coral é lindo demais. Escolhi essa cor porque é a cor complementar do tom da parede e achei que deu certo mesmo, apesar de que são duas cores bem chamativas.  Já deu pra notar que gosto de cor na decoração, né? Ironicamente, sou super neutra no vestir.
Ainda fico pensando em pintar a outra mesa de cabeceira, mas não sei se quero... Gosto da cor natural dela.
Outra coisa que queria fazer era uma cabeceira de papel adesivo (tipo essa aqui). Sim, pra ficar mais poluído ainda <3
Em cima do sofá, almofadas feitas por mim e pela minha mãe. Fiz a de coruja e a do Ramones com uma camiseta velha minha - mostrei aqui - e minha mãe tricotou a vermelha. Ficam tão bonitinhas juntas.
Uma observação: acabou de me dar um lapso mental e eu escrevi "ficão" tão bonitinhas juntas. Status do português: chorando.
Preferi o sofá à escrivaninha que tinha aí anteriormente, que quase nunca usava. O sofá é super útil como depósito de roupas. Hahaha. 
Xuxinho escabelado aprova a mudança - ele adora se empoleirar no sofá para ver a vista :)
E aí o outro canto do quarto. Esse móvel verde recebeu muitos elogios no outro post que mostrei aqui. É lindo demais né? Na verdade é uma cômoda bem comum, mas a cor e os puxadores dão todo um aspecto bonito pra ele.
A televisão é feia, mas necessária. Ocasionalmente jogo videogame, mas gosto muito de assistir filmes antes de dormir. Uma das gavetas da cômoda é cheia de DVDs. Geralmente assisto algum que já vi para não ficar muito vidrada e conseguir dormir. Os da Audrey Hepburn - como dá pra ver pelas referências no meu quarto, minha musa - são meus preferidos: bonitos e bobinhos, perfeito para madrugadas de insônia. Um dia mostro minha "coleção" aqui :)
Lá no cantinho tem uma fruteira daquelas de plástico onde guardo gibis e revistas - dá pra ver melhor aqui -. Acho essa idéia legal e acessível - em qualquer supermercado grande você encontra esses módulos. Às vezes a gente não dá nada por uma coisa e quando vê em ação nem acredita que deu certo. Foi assim comigo :)
Obs.: passar um ferro no lençol amassado que é bom? Not.

eu só vim pra comer e o presente que é bom esqueci de trazer

E daí que esses dias eu e meu guri completamos meio ano de romance. Não acho que esse tipo de coisa significa muito, mas acho bonitinho comemorar a data e fazer alguma coisa especial, relembrar os bons momentos e fazer planos futuros. 
Mentira, gosto mesmo é de ganhar presente, he-he.
Na minha nova sistemática de presentes, eu escolho eles. Porque pra mim é assim: me dá dinheiro, coruja ou unicórnio e você está bem. Me dá qualquer coisa além disso e você provavelmente vai errar. Eu vou fingir que gostei, vou usar na sua frente uma vez e vou guardar nos cafundós do meu quarto até eu achar que não fica mais chato repassar pra alguém. Aí repasso com muito cuidado, porque numa dessas doei para uma tia um presente que ela tinha me dado. Tenso.
E aí ele queria me dar uma bolsa porque a minha preferida do dia-a-dia estragou (a primeira desse post aqui, depressão). Me lembrei de umas 5 bolsas que estão ali no meu armário cabisbaixas aguardando o repasse.
E aí eu escolhi. E o fato de isso ter sido ok foi mais especial do que se ele tivesse escolhido e acertado.
O google me informou que esse modelo se chama Cambridge Satchel. Eu já tinha visto essa bolsa umas 15 vezes na Renner e em todas eu quis comprar, mas acabei não levando. Mas pensava nela todos os dias. Mentira, não sou dessas. Hahaha. Mas enfim, cobiçava.
Aí ele me deu. Melhor namorado :)
Cambridge Satchel, seu nome é afetado, mas você é tão bonita que mereceu aparecer por aqui.
Fiquei com vontade de fazer uma segunda rodada do what's in my bag, vou providenciar.
Eu dei um livro. Eu e essa minha mania de dar livros. Recentemente tive uma conversa com um amigo e chegamos a conclusão que livro não é um bom presente. Claro que nesse mundo mágico das blogueiras de literatura (lindas, invejo) até pode ser. Mas no mundo que eu vivo galerê não lê tanto não. Aí você dá um livro e as chances de ele ficar encostado são altíssimas. E a não ser que você conheça a pessoa muito bem, como você tem certeza que é o tipo de coisa que ela gosta de ler? Acho que já dei 50 livros na vida e nunca recebi um feedback. Sério, ninguém nunca me disse 'nossa, li e adorei aquele livro.' ou 'achei aquele livro uma porcaria' - justíssimo - ou ainda 'não gostei e fui na livraria trocar, adorei o outro'.
Aqui, uma nota: sempre que possível, dê presentes com etiqueta de troca - especialmente se forem livros ou artigos de decoração. Ninguém é obrigado a gostar de suas escolhas. Essa foi mais uma aula de etiqueta e boas maneiras fornecida por A Life Less Ordinary Corporation. Para mais dicas de como ser um bom presenteador, deposite R$ 1.000,00 na minha conta e você receberá automaticamente um e-mail com as instruções.
Outra opção seria dar um vale-presente. Eu adoro quando gente que não me conhece tão bem dá vale-presentes, é tipo dinheiro na sua mão, hahaha. Mas conheço pessoas que detestam, acham impessoal. Entendo essa lógica, mas antes um presente impessoal do que um presente inútil.
Status: no aguardo do feedback do boy :}

reorganizando para melhor/pior?

Tem uma parte do meu quarto que eu nunca fico satisfeita. Esse móvel de prateleiras fazia parte da cozinha da minha antiga casa - quando nos mudamos, pintamos de branco e trouxemos para o meu quarto. O nicho bem embaixo à esquerda, por exemplo, abrigava um liquidificador - por isso ele é tão alto.
Uma vez fiz um post aqui no blog da última reorganizada que fiz nele. Também não tinha ficado satisfeita lá.
Antes:
A verdade é que tinha algumas coisas que me agoniavam, especialmente a desorganização das caixas lá em cima, a descentralização da televisão e o mural. Relevem a bagunça. Relevem a foto torta.
Depois:
O primeiro passo foi arrumar a bagunça, porque né. 
Aí mudei os móveis de lugar - queria muito centralizar a televisão. No meu sonho mais dourado o gaveteiro ficaria centralizado com esse nicho que tem o mural. Mas a televisão ia ter que ficar no meio do gaveteiro e não ia ter espaço para o videogame - item importantíssimo para o bom funcionamento de qualquer lar. Achei que ficou bem melhor assim e o TOC agradece.
Decidi que ia deixar tudo menos poluído - a quantidade absurda de cacarecos estava me enjoando. Claro que vou, aos poucos, colocando-os de volta. Porque né, me conheço e cacarecos são minha sina - amo estar rodeada deles. Por ora, vai ficar assim, mais clean (sim, isso pra mim é clean).
O mural ficou mais bonito e organizado assim, mas a verdade é que detesto ele. Já tentei tirar ele daí muitas vezes, mas quem prendeu ele aí pregou com muito carinho e dedicação e tenho medo de arrancar metade da parede puxando ele. Ao mesmo tempo não sei o que colocaria no lugar - alguma sugestão? 
Organizei direitinho as caixas lá em cima. Um dia eu queria comprar um papel ou um tecido bem bonito e encapá-las. Guardo nessas caixas fotos, lembranças de viagens, memórias e eletrônicos velhos que nunca sei onde enfiar, he-he. Depois dessa arrumação uma delas também passou a abrigar meus enfeites escanteados.
Enfim, ainda não sei o que achei. Não sei se está melhor ou pior. Dúvidas.
E vocês, o que acharam? :)

duas clarissas

Ele está comigo desde que eu me lembro. A edição data de 1967. Não sei de quem era, não sei quem me deu, não sei de onde veio, não sei quando li a primeira vez, não sei nem se é meu. Só sei que sempre ocupou um espaço especial em qualquer prateleira que tive.
Esse romance é o motivo pelo qual tenho o meu nome. A história de vida da Clarissa, de Érico Veríssimo, é completamente diferente da história de vida da Clarissa, de Carla e Paulo. Mesmo assim, sempre que releio esse livro percebo que somos duas clarissas do mesmo saco. 
É como se a minha personalidade tivesse sido pré-determinada pelo nome que escolheram pra mim. Por mim tudo bem, porque acho que todo mundo deveria ser um pouco Clarissa - a do livro. Se a Clarissa não fosse assim, tão como eu, será que eu também não seria diferente?
Amaro, prometo que nunca vou saber que mês se planta couves :)
Meu filho vai se chamar Bruce Wayne.

bar de mulheres

Meta: aprender a tocar violão pra poder tocar essa música. Só essa.
Tá aí meu amor por ela declarado na minha parede:
Que segredo escondes
Em teus lares de modernas
Entre pernas de arlequins
Nesses pares de malucas
Por tabernas de sinuca e gim
Que perigo aponta
O teu cigarro lá no céu
Será que encerras minha conta
Ou que anuncias às demais
Que eu já desmaio e clamo por meus sais
Por que farejo alguma coisa ruim?
Viés de algum desastre
Caminho para o fim
De sermos seres separados e afins
Já és Simone e Sartre
E não precisas mais de mim
Decididamente
Enlouqueceste o meu discurso
De confuso já pequeno
Ou tens um parafuso a mais
Ou eu um membro a menos que os normais
Que falo se me falas depois
Que és ambos os pais
E eu resto para os bois
Quem disse que existimos iguais
Se amas por nós dois
De mim já não precisas mais